Ascendência pela família Filgueira

ORIGEM DA FAMÍLIA

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Dentre as várias famílias de que descendo, está a Filgueira. Apesar de todos os meus esforços, não consigo com segurança ir além de Francisco Filgueira de Melo, nascido provavelmente em torno de 1770-80, já que um seu filho nasceu em Mossoró-RN em 1803. Ele era natural de Iguatu, na região do Cariri cearense.

O tronco dessa família no Cariri foi o português José Quesado Filgueiras Lima,afirma-se que degredado por motivos políticos, que por lá chegou em meados do sec. XVIII, já casado com a baiana Maria Pereira de Castro. Até agora conheço os seguintes filhos deste casal:

*José Pereira Filgueiras, o famoso caudilho, casado em 25 de março de 1803 com Maria de Castro Caldas;
Na wikpedia encontramos a seguinte informação:"Filgueiras, considerado pela população local um bruxo cruel, provavelmente por algum costume criptojudeu ou templário, já que sua família em Portugal associou-se pelo casamento a burguesia Cristã-Nova e deteve títulos da Ordem de Cristo, criada dos espólios da Ordem do Templo após a extinção desta, o que me leva a considerar que o degredo do seu pai se deu por problemas com o judaismo.
* Leocádia Pereira de Castro casada com Manuel Cardoso Viana;
* Romão Pereira Filgueiras casado com Joana Martins do Espírito Santo, tronco dos Filgueiras Sampaio do Ceará e Pernambuco (Salgueiro, Serrita etc.);
* Francisca Pereira Filgueiras casada com Inácio dos Santos de Oliveira, tronco dos Oliveira Santos e Lucena;
* Clemência Pereira de Castro casada com José de Araújo Soares.

Não sei se houve outros filhos e desconheço detalhadamente os descendentes destes casais.

Do trabalho monográfico de João Paulo Filgueiras intitulado **Alexandre Parente – Um diletante à sombra dos coronéis**, retiro estas sugestivas informações que parecem indicar uma origem semita para os Filgueiras do Cariri cearense:

"A cultura patriarcal dos Filgueiras Sampaio, clã valente de políticos, fazendeiros e comerciantes tinha tendências poligâmicas e outros costumes dos muçulmanos. Paralelamente, sobreviveram costumes mais delicados de origem matriarcal semelhantes aos dos judeus sefarditas”

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“A família Filgueiras possuí hábitos curiosos. Costumam casar-se entre parentes, a carne em algumas casas é lavada com água fervente para retirar todo o sangue, alguns não gostam de entrar em casas de pessoas de fora da família”

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"Também são muito comuns nomes bíblicos como o do Coronel Jeremias Sá pai de Glicério Parente, e Abraão Correia tio de Dolorosa Filgueiras. Alexandre Parente tinha um primo chamado Nahum, nome judeu".

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“Ana Filgueira, mulher de Aristides e Ana Grangeiro, mulher do major João Parente possuíram cópias do Velho Testamento. Por que senhoras católicas iriam se interessar em possuir apenas a Antiga Aliança de Deus com os Judeus?”

Mais antigo que estes, são, por aqui, os Soares Filgueira, com destaque para Joana Filgueira de Jesus e seu irmão João Soares Filgueira que foi casado com a cristã-nova Joana da Fonseca Rego, cujos pais foram penitenciados pela inquisição, o que leva a idéia de que esses Filgueiras sejam da mesma estirpe. Estes irmãos eram filhos de um Fulano Soares Filgueira e de Antonia Cesar de Andrade, vindos de Pernambuco. Joana deve ter nascido em torno de 1700. Cito a seguir alguns outros indivíduos dessa família para registro.

1. Lourença Filgueira, judia que em 1619 estava em Amsterdã e depois se passou para o Brasil.s.m.n.
2. Manuel Folgueira Valadares, português de Viana, cristão-novo, comerciante na Bahia, procurador de comerciantes israelitas.O ramo Filgueira Valadares é o mais extenso dessa familia em Vila do Conde, Pt.
3. Gil Lopes Filgueira, "filho de um galego tido por fidalgo", em Pernambuco. Ele e a irmã Isabel Filgueira deixaram descendentes que acredito não seguiram o apelido. Parentes desses eram com certeza os militares Antonio Lopes Filgueira e seu filho Pedro Lopes Filgueira que em torno de 1686, viviam também em Pernambuco.
4. Bartolomeu Filgueira Soares, português, filho de Antonio Filgueira, natural de Viana, no sec. XVII, na Bahia. deixou descendentes de onde é provável venham os desse sobrenome naquele estado.
5. Nicolau Gonçalves Filgueira (as vezes grafado Figueira), não sei precisar a data de sua estada em PE mas deverá ser no sec. XVII. Este foi casado com Ana Bandeira de Melo, c. s. em Porto Calvo.
6. Manuel Dias Filgueira (casado com Inês dos Santos), comerciante na Bahia. Em 1710, pediu sesmaria no Ceará. Tido por José Gonçalves Salvador (pesquisador da história dos cristãos-novos no Brasil) como cristão-novo. Era riquíssimo, traficante de escravos e detinha o estanco do sal. Para mim, deve ter sido o responsável pela vinda dos vários ramos dessa família para o Ceará.

Houve matrimônio entre os dois clãs, o do R. G. do Norte e do Cariri cearense. Joaquina, filha de João Francisco Fernandes Pimenta e de Florência Nunes da Fonseca (filha de João Soares Filgueira e de Joana Nunes da Fonseca) casou com Alexandre Pereira Filgueiras, filho do Capitão Romão Filgueiras e de Maria da Rocha (ver Velhas Famílias do Seridó, de Olavo de Medeiros Filho)

Judeus praticantes desta familia podem ser encontrados nos USA:

  • Sebastian Filgueira, da Park Synagogue (Ohio)
  • Alexondoro G. Filgueira, da Sinagoga Beth Israel (West Hartford, Connecticut)
  • Barbara Rott Manges,Psicóloga, neta de Beryl Rott, filho de Toiba Felgueira Rott , por sua vez filha de Bernardo Felgueira Rott.

Do casamento de João Soares Filgueira com Joana Nunes da Fonseca, nasceram os seguintes filhos: 1.Simão Nunes da Fonseca, 2.Ana Nunes da Fonseca, 3.Florência Nunes da Fonseca (prenomes e sobrenomes que se referem aos ancestrais judaicos de Joana), 4.José Soares Filgueira, 5.Manoel Luis de França, 6.Felícia Maria, 7.João Soares Filgueira, 8.Rita Maria do Espírito Santo, 9.Maria Madalena, 10.Domingos e 11.Cosma Filgueira. Estabeleceram-se pelo Panema, Portalegre, Martins e Açu.

No livro de óbitos da Ribeira do Apodí, registra-se no ano de 1766, o falecimento de Antonia, filha de Manoel Ferreira e de Cosma Filgueira, que julgo seja aquela, filha de João Soares Filgueira.Por hipótese, julgo que o marido se chamava Manoel Ferreira de Melo, dando origem aos Filgueira de Melo de Mossoró.

Abaixo segue a descendência a partir de Francisco Filgueira de Melo.

1.Francisco Filgueira de Melo, natural de Iguatu,CE,nasc ±1780 c.c.Germana de Souza Rocha (Ver Lucena)

2.Manuel Filgueira de Melo c.c.Quitéria de Souza Nogueira (Primos legítimos)

3.Trajano Filgueira de Melo c.c.Luzia Filgueira de Souza (Primos legítimos)

O Comércio de Mossoró em 1915 noticiou: “Ontem por ocasião de tomar banho no rio, pereceu afogado, o nosso velho amigo Cap. Trajano Filgueira de Melo. Contava 82 anos de idade, e foi iludindo os cuidados que a família lhe dedicava que fez a fatal ablação, de outras vezes evitada. Sentimentamos a toda a família nas pessoas dos seus filhos e nossos amigos cap. Genésio Filgueira e José Filgueira, e do seu genro Tibério Burlamaqui.

4.Luisa de Souza Filgueira c.c.Tibério Cesar Conrado Burlamaqui (Ver Burlamaqui geração 21)

O Comércio de Mossoró em 02/08/1914, noticiou: “Faleceu de febre puerperal, a Sra. Dona Luzia Filgueira, esposa do Cap. Tibério Burlamaqui, funcionário da Mesa de Rendas de Areia Branca. A distinta Senhora, que residia com seus pais Cap. Trajano Filgueira de Melo e Dona Luzia Filgueira de Melo, no Estreito, imediações do Porto de Santo Antonio,contava 36 anos de idade, deixando 4 filhos do seu consorcio”.

4.Nestor Filgueira Burlamaqui c.c. Iris Ferreira da Silva

5.Marcos Antonio Filgueira c.c. Maria Goretti Medeiros Silva

5.1.Nestor Medeiros Filgueira Burlamaqui
5.2.Aquiles Medeiros Filgueira Burlamaqui
5.3.Tetis Medeiros Filgueira Burlamaqui
5.4.Penélope Medeiros Filgueira Burlamaqui

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