Posse Como Socio Correspondente Do Ihg Do Rio Grande Do Norte 1995

POSSE COMO SÓCIO CORRESPONDENTE DO INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO RIO GRANDE DO NORTE(abril de 1995)

Saudações…

Começo por aplaudir a benevolência do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte que num ato de desprendimento, aliou-se as instituições culturais da nossa cidade para a concretização da presente programação.
Recebi o encargo de trarnsmitir, em nome dos novos sócios mossoroenses, os agradecimentos pela honrosa, e no meu caso, talvez imerecida inclusão.
Méritos diferentes nos conduziram a ter assento, a partir de agora, neste egrégio instituto. De minha parte, credito às graças vingt-unianas e quem sabe, ao meu devotamento aos estudos genealógicos, o fato de hoje pertencer à casa de Enélio Petrovich. Pela genealogia aproximei-me dos amigos Vingt-un Rosado, Raimundo Soares de Brito, Fábio Duarte e Marcos Pinto, dentre outros não menos caros ao coração. Tudo que procurava,porem, era apenas acrescentar mais alguns ancestrais à minha arvore de costado. Para tal, busquei freneticamente as informações de que necessitava, nos velhos livros paroquiais e nos inventários.
O confrade Marcos Pinto, um dos empossados nesta noite, chegou primeiro que eu a estes vetustos documentos cartoriais, sendo depois nosso cicerone na velha Apodi. Aí, colhemos os dados inciais para o meu livreto “Velhos Inventários do Oeste Potiguar” e para a elaboração da monografia “Escravos d Ribeira do Apodi, sob a ótica dos inventários” de autoria de minha esposa Maria Goretti, que em boa hora foi publicada através dos esforços do prof. Vint-um Rosado e trazida a público nesta noite.
Testemunhei o esforço e a tenacidade da autora na confecção do citado trabalho, bem como registrei a competente orientação da antropóloga, prof. Francisca Miller.O resultado foi um trabalho monográfico a nível mesmo de mestrado.
Voltando aos inventários. Escasseiam já, estes importantes documentos, pela ação inexorável do tempo, das traças e do descaso.Salva-se pouco através de trabalhos dessa natureza.Contribuição maior poderiam das os governantes, se se achegassem mais à cultura que ao prazer diabólico das demarches políticas.
Houve época em que, pelo amor que tinha ao documento, de bom grado e até com algum sacrifício salarial, procederioa ao levantamento de todo o acervo de inventários da Zona Oeste do nosso estado;porem não mais pois como diz a cantora Marina (Burlamaqui) Correia Lima: “…eu já cansei de acreditar…ou já dancei”.
O discurso é curto mas o agradecimento é sincero, e segue o estilo vingt-uniano onde uma única página tudo deve conter.Alem do mais, segundo a milenar tradição judaica, o animal que Deus mais ama é a gazela, por andar pela floresta sem fazer muito ruído e sem quebrar um galho se quer.

Muito Obrigado.

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