Posse como Veneravel da Loja Jeronimo Rosado 2007

Saudações,

Minhas senhoras, meus senhores.

Quero inicialmente, em meu nome e em nome dos novos veneráveis Joaquim Raimundo de Lima da Loja Sebastião Vasconcelos dos Santos e Manoel Leôncio Filho da Loja Nival Paulino Pinheiro, que conjuntamente agora foram instalados e empossados, agradecer e parabenizar à comissão instaladora composta pelos irmãos Venerável Mestre Instalador, Wilton de Carvalho Costa, Antonio de Castro Dias e Nelson Lucas Pires Junior pelo competente trabalho ritualístico realizado. Conseguiram, os três, de forma harmoniosa, passar a mística da instalação ao espírito dos novos veneráveis. O cargo de venerável mestre é de muitas dificuldades e responsabilidades e essa mística que vem do período medie-val quando somente um rei, um príncipe ou um alto dignitário religioso podia sagrar um cavaleiro, assegura do alto, o apoio necessário à nossa missão.

Em segundo lugar, embora o irmão Ezequias já tenha se desincumbido tão bem de sua missão de falar pelos que hoje deixam seus cargos, dirijo-me ao meu venerável irmão Antonio de Araújo Vale.Terminado o seu mandato, será doravante Past Máster para algumas obediências, Venerável de Honra para outros, mas para nós que caminhamos juntos durante esses dois anos, você será sempre o irmão Toinho cujo jeito sincero de ser, e a maneira tolerante de administrar, denunciou sempre seu caráter puro e altaneiro de sertanejo, herdado dos Araújo, dos Pereiras , dos Medeiros e Vales do Seridó. Sua força pessoal demonstrada na resistência a todos os problemas que sabemos você enfrentou, seu exemplo de paz e humildade tudo isso haverá de me guiar todos os dias e a cada instante na condução dos destinos da nossa querida Loja Jerônimo Rosado. Nunca teve você a vaidade que me-noscaba quem se deixa levar por ela, defeito daqueles que muito tem ainda de caminhar na senda iniciática do aperfeiçoamento pessoal. Comparando o orgulho com a vaidade, estes dois malfazejos gigantes da alma, que desune, que desata os nós de qualquer fraternidade, Jaime Balmes em O Critério, diz que o orgulho pode inspirar grandes crimes, mas a vaidade sugere sempre ridículas pequenezas. Desses males, Toinho você nunca sofreu. Trago-lhe, neste momento o meu abraço de despedida e o de todos que neste momento já passo a representar.Transmita-o a sua esposa que não pode vir, símbolo do sacrifício que espera todas as dirigentes dos vários núcleos da Fraternidade Feminina.

Aos irmãos das Lojas Jerônimo Rosado, Sebastião Vasconcelos dos Santos e Nival Paulino, reservemos o discurso mais longo, com a duração de dois anos, que deverá ser feito de palavras, pois foi pelo verbo que tudo foi feito, mas que se caracterize pela ação que se seguirá a cada palavra. Sabiamente escolheram, os agora empossados Joaquim e Manoel Leôncio. Quanto a mim sinto que chego como Moises, que tentou fugir de todas as maneiras da missão libertadora argumentando: que não era eloqüente, que era pesado de boca, que não tinha condições. Aceitei o cargo, achando sempre que outro deveria estar no meu lugar. Quem sabe aquele mais forte, ou o mais sagaz, talvez o mais ambicioso, embora, apesar do meu desvalimento, acredite no fundo que o melhor venerável há de se procurar dentre aqueles que não querem sê-lo e não entre os que com sofreguidão o ambicionam.

Instalados e empossados meus irmãos, vem a hora e já bate a porta, em que precisaremos de toda ajuda disponível. Façamos, como Salomão, que pediu a Deus somente um coração cheio de sabedoria para governar o povo e para discernir entre o bem e o mal, para que Deus ouvindo nossa prece, proceda conosco como procedeu com ele, cujo trono, simbolicamente iremos ocupar, dando-nos a ventura de bem administrar as lojas sob nossa responsabilidade.

Aproveitemos bem os festejos que se seguem, recebamos com humildade os abraços de parabéns, as palavras de incentivo, pois daqui a pouco, inquietos, estaremos partindo numa nova viagem simbólica e iniciática, dia após dia numa faina que jamais tem fim. Antes da partida, porem, consultemos os pioneiros, os velhos lobos do mar, alguns aqui presentes outros apenas em espírito. Dirão eles que, durante a viagem, não esqueçamos de nos precaver dos perigos, dos mares revoltos, das vagas gigantes diante das quais parecerá que vamos soçobrar. Nesses momentos tormentosos, não desesperemos pois a mão amiga de um irmão, estará pronta para nos tirar da procela.

Ao fim, inspiro-me no Hino Maçônico dos Maçons da Marca intitulado “Caminhe ao meu lado”. para terminar este curto discurso.

Aos irmãos mais poderosos peço que não caminhem a minha frente
Pois poderei não acompanha-los
Aos mais humildes, que não procurem me seguir
Pois poderei não lidera-los
Caminhem ao meu lado, sejam meus iguais
Pois só assim poderemos construir juntos

Muito obrigado a todos

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